Assim que saiu o último ônibus, o macaco-prego velho de guerra atravessou o asfalto da BR-469. Podia ser pura coincidência. Mas ele deu a impressão de saber que estava encerrado o horário de visitação no parque nacional do Iguaçu. E o território voltava ser de bichos como ele.
Fez bem. Não faz tanto tempo assim que [...]
Choveu o fim de semana inteiro no parque nacional do Iguaçu? Então é hora de correr para as cataratas e aproveitar, em fim de temporada, o espetáculo da cheia, que transforma o cânion inteiro numa espécie de Garganta do Diabo, onde as cachoeiras cor de terra parecem descer de todas as frinchas da floresta.
Este foi um ano em que o Parque Nacional do Iguaçu bateu todos os recordes de público, beirando 1.300 mil visitantes. É hora portanto de brir as páginas amareladas de um livro de 1918, que conta a visita às cataratas do americano Burton Holmes, precursor dos blogs de viagem, no tempo do facão de mato e da canoa indígena.
Ele tinha tudo para ser um domingo como outro qualquer no parque nacional do Iguaçu. Começou chuvoso. O céu só se escancarou no por do sol. A lua cheia inundou aind amais as cataratas, com água sobrando. E, fechando a noite, uma onça nos aguardava no estacionamento. Dá para querer mais?
Os 31 universitários e professores alemães que vieram ao Parque Nacional do Iguaçu desbravar atalhos para o desenvolvimento econômico sem malversação de recursos naturais ganharam de presente a visita de duas onças pintadas, que se instalaram bem atrás de seu alojamento.
Oficialmente, o parque nacional do Iguaçu nunca teve tão pouca onça. Mas cresce sem parar o número de pessoas que encontra pintadas pela primeira vez em sua rotina na unidade de conservação, como se fosse um sinal de que a espécie anda pedindo mais atenção.
segunda-feira, maio 3, 2010
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