Em "Jaguar", o biólogo Evaristo Eduardo de Miranda e a jornalista Liana John conseguem nos dar saudades antecipadas desse bicho que continua por aí, mas deixou de ser há muito tempo "O Rei das Américas" do subtítulo, que o belo livro prudentemente reservou às páginas internas.
Trazem más notícias os dados coletados em dois meses de andanças pelo rádio-colar instalado num filhote de onça no Iguaçu: Pança gosta de lugares cheios de gente e de animal doméstico solto onde não deveria.
Nada mais desnortente do que estar num parque nacional, onde as notícias e até os boatos sobre aparições de onças corre pelas picadas como sinos do advento, e saber que bem aqui ao lado havia uma operação comercial para liquidá-las pela caça clandestina.
Duas onças-pintadas posaram para as câmeras na noite de segunda-feira, marcando no Iguaçu a volta dos irmãos que até um mes atrás pareciam estar em toda parte ao mesmo tempo. A boa notícia é que eles cresceram. A má, que ainda há caçadas no parque. De onça, inclusive.
Chama-se "Pança", por estar de barriga cheia, a primeira onça-pintada capturada e solta pelo Projeto Carnívoros do Iguaçu, que é o recomeço da conservação no parque e um marco na carreira da bióloga Marina Xavier da Silva, há seis anos esperando essa chance.
Caiu neste fim de semana a primeira onça-pintada nas armadilhas do Projeto Carnívoros do Iguaçu. Bem no momento em que uma circular da administração ensina os moradores e funcionários do parque do Iguaçu a espantar com foguetes as que rondam suas casas.
Ele tinha tudo para ser um domingo como outro qualquer no parque nacional do Iguaçu. Começou chuvoso. O céu só se escancarou no por do sol. A lua cheia inundou aind amais as cataratas, com água sobrando. E, fechando a noite, uma onça nos aguardava no estacionamento. Dá para querer mais?
Uma armadilha fotográfica acaba de flagrar, para os estudos de fauna do Cenap, uma onça parda atacando uma capivara no terreno da Replan, a maior refinaria do Brasil. Resta saber se a Petrobras quer prospectar esse achado em seus programas ambientais.
Os 31 universitários e professores alemães que vieram ao Parque Nacional do Iguaçu desbravar atalhos para o desenvolvimento econômico sem malversação de recursos naturais ganharam de presente a visita de duas onças pintadas, que se instalaram bem atrás de seu alojamento.
Oficialmente, o parque nacional do Iguaçu nunca teve tão pouca onça. Mas cresce sem parar o número de pessoas que encontra pintadas pela primeira vez em sua rotina na unidade de conservação, como se fosse um sinal de que a espécie anda pedindo mais atenção.
terça-feira, dezembro 21, 2010
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