Guia de ecoturismo num fundo do parque nacional que quase ninguém visita e quilombola por obra e graça de uma largueza do governo, Almiro Marcelino Pereira administra sozinho um tesouro turístico que o Brasil ignora.
Numa série inédita de vídeos, entre depoimentos de ex-diretores do Iguaçu e descendentes de pioneiros, a entrevista de uma ex-moradora do parque destoa pelo horror ao mato. Mas é história típica da fronteira.
Em vez de acalentar velhos mitos, a professora Adriana Tavares preferiu ir procurar na vida real a história da cidade onde nasceu, na década de 1970, dentro do parque nacional do Iguaçu. E encontrou um tesouro enterrado em velhos baús.
As prefeituras que achavam a Estrada do Colono indispensável ao escoamento de suas safras agrícolas agora querem explorá-la como roteiro "ecológico", mas nunca levantaram um dedo contra a pirataria no parque.
O desembargador Álvaro Eduardo Junqueiro, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. corre o risco de reavivar uma velha briga, a título de promover a conciliação entre as partes. Seria melhor ouvir só os argumentos de quem quer a reabri-la.
Num drible espetacular, os argentinos fizeram chegar a Foz do Iguaçu um veto da câmara de deputados ao projeto de fazer shows de luz e som à noite nas Cataratas. E eles têm poder de sobra para isso.
A sentença que anulou este mes a criação do Parque Nacional de Ilha Grande, com argumentos que põem em risco todo o sistema nacional de unidades de conservação, é um exemplo de como os autos podem levar juízes para longe da realidade nua e crua. No caso, saiu ganhando a grilagem.
O Show Rural Coopavel 2010 mostra, com suas máquinas portentosas, sua organização impecável, suas sementes de laboratório e sua força econômica, que há menos coisas entre a cidade e o campo do que faz crer nossa vã nostalgia da agricultura bucólica.
Wanderlei Vargas, guia de ecoturismo em Iguaçu, prova que não é preciso muita coisa para que um descente da colonização do Oeste paranaense passe do desmatamento à conservação da floresta. No seu caso, bastou gostar de mato e ser vizinho de um parque nacional.
As viagens às Cataratas do Iguaçu ficaram tão fáceis que os visitantes perderam a perspectiva obrigatória de quem se aproximava delas no século passado: a moldura indispensável da floresta. Este blog quer ser uma tentativa de recuperá-la.
sábado, outubro 16, 2010
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