Tem a marca da ONG Koinonia, um movimento cristão fundado nos Estados Unidos há 20 anos, a idéia do museu que preservaria a memória dos moradores que ocupam indevidadamente o Jardim Botânico no Rio de Janeiro. Onde a fórmula vingou, plantou-se a semente da titulação fundiária de quilombos, cuja expansão a Koinonia patrocina.
Agora que estão sainde em série sentenças contra os invasores, está sob bombardeio político a batalha na Justiça que abriu caminho para a restauração do arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro seus limites originais. Lá dentro há mais de 500 moradias irregulares. E o Serviço do Patrimômnio da União não quer as terras de volta.
O movimento político para transformar em áreas de relevante interesse social os terrenos invadidos do Jardim Botânico e do Horto não respeita decisões da Justiça nem os compêndios escolares de História do Brasil.
Com o Rio encurralado pela chuva e a Casa do Pontal quase perdendo seu acervo de arte popular para córregos e canais que todo mundo suja e ninguém limpa, saber que o Jardim Botânico está fazendo um Museo do Meio Ambiente é um verdadeiro brinde à teimosia humana.
domingo, dezembro 5, 2010
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