É época de acasalamento dos surucuás, os pássaros mais vistosos e discretos da temporada. Seu canto em surdina está em todo parte. E seu vulto imóvel também. Mas um casal resolveu fazer ninho bem diante da janela, na sede do parque.
A queda das folhas nas árvores mais altas abriu alas na floresta para o desfile dos bandos de macacos-pregos, com saltos espetaculares e arrastões irresistíveis, em que parecem dispostos a comer tudo o que encontram.
"Floresta Estacional Semidecídua" pode dizer tudo aos botânicos, mas diz pouco aos leigos, até eles terem a chance de acompanhar, passo a passo, suas mudanças diárias, quando o frio e as estiagem chegam a Iguaçu.
O que fazer com uma fotografia de borboletas, moscas coloridas e berousos variados disputando o privilégio de pousar num excremento? Os biólogos americanos Adrian Forsyth e Kenneth Miyata deram há tempos a resposta em Tropical Nature.
Duas onças-pintadas posaram para as câmeras na noite de segunda-feira, marcando no Iguaçu a volta dos irmãos que até um mes atrás pareciam estar em toda parte ao mesmo tempo. A boa notícia é que eles cresceram. A má, que ainda há caçadas no parque. De onça, inclusive.
Está acabando um mês de maio espetacular no Parque Nacional do Iguaçu. O rio estava cheio, o clima ameno, o céu mais colorido ao entardecer e a mata cheia de frutas tirou os animais da sombra. É o tipo da coisa para deixar saudades
Assim que saiu o último ônibus, o macaco-prego velho de guerra atravessou o asfalto da BR-469. Podia ser pura coincidência. Mas ele deu a impressão de saber que estava encerrado o horário de visitação no parque nacional do Iguaçu. E o território voltava ser de bichos como ele.
Fez bem. Não faz tanto tempo assim que [...]
Ele tinha tudo para ser um domingo como outro qualquer no parque nacional do Iguaçu. Começou chuvoso. O céu só se escancarou no por do sol. A lua cheia inundou aind amais as cataratas, com água sobrando. E, fechando a noite, uma onça nos aguardava no estacionamento. Dá para querer mais?
Quem está a poucos minutos das Cataratas do Iguaçu enfrentará uma certa dificuldade se quiser passar um dia realmente em que tudo está errado. Em último caso, sobram sempre os minutos diante das cachoeiras, de preferência na hora em que o sol se põe.
Mil desculpas. Mas uma exposição de fotografias da mata atlântica num museu de Viena explica, mesmo se não justifica, o sumiço deste aprendiz de bloqueiro em dezembro. É que isso também ele estava tentando fazer pela primeira vez. E se atrapalhou todo.
quarta-feira, agosto 4, 2010
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