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	<title>Marcos Sá Correa &#187; Consumo</title>
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	<description>Colunismo a Quilo</description>
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		<title>Nesta hora, até os problemas brilham</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 21:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Sá Corrêa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Aqauecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[As luzes da decoração de Natal pareciam mais acesas do que nunca nas cidades européias, enquanto se discutia em Copenhague como poupar energia diante do aquecimento global. Nesse ponto, pelo menos, todo mundo se entende.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PB291354.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-344" title="PB291354" src="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PB291354.jpg" alt="PB291354" width="461" height="346" /></a><span style="font-weight: normal;"><strong></strong></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-weight: normal;"><strong>N</strong>ão faz muito tempo, os cientistas Instituto do Meio Ambiente de Estocolmo calculou a pegada ambiental de Papai Noel. Tudo somado – das ceias natalina às viagens para encontrar parentes distantes, da troca de presentes aos gastos extras de eletricidade para decorar casas e cidades – cada sueco lançava aos ares, durante as festas de fim de ano, 650 quilos a mais de carbono.</span></strong></p>
<p style="text-align: left;">E o que quer dizer isso, trocando em graúdos? “Mil pudins de Natal” por cada morador da Inglaterra, respondiam os pesquisadores. Longe desse blog a intenção de azedar as comemorações com esse tipo de conta. Mas ficou impossível esquecer esta conta, passando neste dezembro por cidades grandes e médias, capitais e até vilarejos europeus, numa viagem a Viena que acabou transbordando as fronteiras da Alemanha e da França.</p>
<p><a href="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PC021454.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-345" style="margin: 5px;" title="PC021454" src="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PC021454.jpg" alt="PC021454" width="307" height="410" /></a></p>
<p>Em todos os lugares por onde se passava, as ruas pareciam mais iluminadas do que nunca, mal o sol de inverno começava a cair, no máximo às cinco horas da tarde. E a farra dops quilowatts ia pela noite adentro. Dava a impressão de que todo mundo fazia questão de oferecer a despedida mais feérica possível ao ano sombrio da crise econômica, enquanto em Copenhague os políticos e diplomatas jogavam para empate nas reuniões da COP-15, driblando o tal do aquecimento global.</p>
<p>Diga-se de passagem que é difícil mesmo pensar em aquecimento global com os termômetros caindo abaixo de zero e a neve atravancando o caminho de trens, carros e aviões. Um dos problemas desse problema é que ele foi batizado por cientistas, e não por marqueteiros. O aquecimento não é bem o resultado das mudanças ambientais que inspiraram as conversas na Dinamarca, e sim a origem de uma desordem climática que torna o planeta, em geral, mais imprevisível. Ou, dependendo do lugar, menos habitável.</p>
<p>O frio, quando vem maior e chega mais cedo, como fez este ano no Hemisfério Norte, também se debita ao aquecimento global, por mais que a intuição nos diga o contrário. E, aí, tome vinho quente e comida típica nas feiras que invadem as mais cosmopolitas cidades européias com suas barracas, seus salsichões gordurosos, seus cheiros rurais e, sobretudo, com suas luzes coloridas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PC021468.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-346" title="PC021468" src="http://marcossacorrea.com.br/wp-content/uploads/2009/12/PC021468.jpg" alt="PC021468" width="466" height="350" /></a></p>
<p>Em outras palavras, há momentos na vida em que o presente parece muito mais importante que o futuro. Portanto, Feliz Natal, que ninguém é de ferro.</p>
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