De como um repórter se perde na trilha das cataratas, depois de prometer que a volta do sol ao parque do Iguaçu, estava na hora de sair à caça de borboletas, com a máquina fotográfica em punho e olho fixo nas nuvens de asas coloridas que também se animam com o calor.
Nada como entrar no Parque Nacional do Iguaçu na hora em que o movimento turísitico do dia acabou e ver os animais saindo da mata para ocupar as bordas da estrada para entender quem é, de fato, o dono da casa numa unidade de conservação muito visitada.
As viagens às Cataratas do Iguaçu ficaram tão fáceis que os visitantes perderam a perspectiva obrigatória de quem se aproximava delas no século passado: a moldura indispensável da floresta. Este blog quer ser uma tentativa de recuperá-la.
O andorinhão não é uma exclusividade do Parque Nacional do Iguaçu, ou sequer do Brasil. Mas é a atração que os visitantes mais citam, depois das cataratas na Garganta do Diabo. E sua temporada de dança com a água acaba de ser aberta.
Acordar no hotel das Cataratas antes que o parque nacional do Iguaçu abra as portas aos visitantes, com a luz da manhã e as trilhas desertas, é um dos maiores privilégios que um fotógrafo pode exercer sem carregar maiores pesos que o do tripé.
Há cinco anos, abrindo velhos álbuns e baús de famílias pioneiras, o projeto Memória das Cataratas passou a mostrar que o Parque Nacional do Iguaçu pertence às melhores lembranças de seus vizinhos, os colonizadores do Oeste paranaense.
A história de como as cataratas e a fotografia salvaram no Parque Nacional do Iguaçu a floresta nativa que desapareceu no Oeste do Paraná. Primeiro capítulo.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
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