Correm em raias paralelas em Brasília reuniões com a Unesco para garantir, entre os assuntos, o títuto de Patrimônio Nacional da Hiumanidade para o Parque do Iguaçu e um novo projeto para cortá-lo com uma nova versão da velha Estrada do Colono.
Está acabando um mês de maio espetacular no Parque Nacional do Iguaçu. O rio estava cheio, o clima ameno, o céu mais colorido ao entardecer e a mata cheia de frutas tirou os animais da sombra. É o tipo da coisa para deixar saudades
Num drible espetacular, os argentinos fizeram chegar a Foz do Iguaçu um veto da câmara de deputados ao projeto de fazer shows de luz e som à noite nas Cataratas. E eles têm poder de sobra para isso.
Choveu o fim de semana inteiro no parque nacional do Iguaçu? Então é hora de correr para as cataratas e aproveitar, em fim de temporada, o espetáculo da cheia, que transforma o cânion inteiro numa espécie de Garganta do Diabo, onde as cachoeiras cor de terra parecem descer de todas as frinchas da floresta.
"O Carnívoro" está longe de ser um guia turístico. Trata-se do boletim sobre a conservação de felinos no Parque Nacional do Iguaçu. E circula entre pessoas que se interessam pelo assunto. Mas, na edição de abril, sua coleção de imagens colhidas por armadilhas fotográficas dá um show que raro visitante vê.
Quem está a poucos minutos das Cataratas do Iguaçu enfrentará uma certa dificuldade se quiser passar um dia realmente em que tudo está errado. Em último caso, sobram sempre os minutos diante das cachoeiras, de preferência na hora em que o sol se põe.
O longo caminho de uma estrada problemática, até se transformar na peça-chave de um roteiro turístico que leva turistas a conhecer as cataratas do Iguaçu da melhor maneira, que é a clássica: passeando por nove quilômetros à sombra da floresta tropical que enfeita o percurso.
De como um repórter se perde na trilha das cataratas, depois de prometer que a volta do sol ao parque do Iguaçu, estava na hora de sair à caça de borboletas, com a máquina fotográfica em punho e olho fixo nas nuvens de asas coloridas que também se animam com o calor.
Nada como entrar no Parque Nacional do Iguaçu na hora em que o movimento turísitico do dia acabou e ver os animais saindo da mata para ocupar as bordas da estrada para entender quem é, de fato, o dono da casa numa unidade de conservação muito visitada.
As viagens às Cataratas do Iguaçu ficaram tão fáceis que os visitantes perderam a perspectiva obrigatória de quem se aproximava delas no século passado: a moldura indispensável da floresta. Este blog quer ser uma tentativa de recuperá-la.
sexta-feira, julho 30, 2010
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