As piores surpresas do clima estão virando rotina. Mas suas consequencias seriam menores se as autoridades que promovem a ocupação das áreas de risco ou a degradação de rios e encostas fossem tratadas como homicidas.
Vai mal uma campanha presidencial que começa com políticos em fim de mandato alterando o Código Florestal, leiloando a hidrelétrica de Belo Monte e autorizando o aproveitamento energético de unidades de conservação. Promete um futuro igualzinho ao tempo em que o escritor Monteiro Lobato viveu.
O Show Rural Coopavel 2010 mostra, com suas máquinas portentosas, sua organização impecável, suas sementes de laboratório e sua força econômica, que há menos coisas entre a cidade e o campo do que faz crer nossa vã nostalgia da agricultura bucólica.
Se há uma lei que pegou no Brasil e não pára de dar frutos é a das sesmarias, nascida em Portugal há mais de 600 anos. Não é de hoje que tudo aqui se resolve com doação de terras.
A campanha contra o Código Florestal quer desfigurá-lo, sem dar aos brasileiros sequer o consolo de ouvir sobre as propostas um debate sincero e inteligente. O fato consumado está mesmo em moda na política brasileira.
É impróprio dizer que o deputado Luiz Carlos Heize, da frente parlamentar de oposição do Código Florestal, só tenha visão de curto prazo. Ele examina o assunto de um ponto-de-vista ostensivamente pré-histórico.
O Ministério do Meio Ambiente faz o possível e o impossível para não ter o Tribunal de Contas da União como aliado na briga interna do governo. E isso é mau negócio.
A conversa de que a agricultura brasileira está emparedada pelo excesso de reservas ambientais esbarrou em Curitiba com o historiador José Augusto Drummond. E caiu no ridículo.
sábado, janeiro 15, 2011
24 Comments