Marcos Sá Corrêa é jornalista e fotógrafo. Aliás, só é jornalista porque queria ser fotógrafo e, ainda estudante de História, pendurou uma Pentax de terceira mão no pescoço e foi fazer estágio no Departamento de Fotografia do antigo Jornal do Brasil, ainda na Avenida Rio Branco. No primeiro dia de treinamento, perdido entre os políticos que ainda freqüentavam o antigo Senado no Rio de Janeiro, voltava a pé do plantão sem ter gasto uma só chapa do rolo de filme Tri-X que lhe deram para a estréia, quando uma ventania de fim de tarde virou pelo avesso as barracas da feira do livro que então funcionava na praça Marechal Floriano. E seu flagrante de um livreiro com o topete esvoaçando, abraçado aos livros que batiam as páginas em revoada, foi parar na primeira página da edição seguinte. Ele achou que, se era assim, essa história de jornalismo até que tinha a sua graça. E, através desse desvio, passou a maior parte da vida trabalhando como repórter, sempre com uma máquina fotográfica esperando em casa pelas próximas férias. Mas nunca largou de vez as câmeras.
Atualmente, escreve na revista Piauí e mantém colunas regulares no jornal O Estado de S. Paulo e na revista IstoÉ. Foi editor das revistas Veja e Época, editor-chefe do Jornal do Brasil, diretor de O Dia e do site de notícias No. Lançou em 2004 o site de jornalismo ambiental O Eco. Publicou aos trancos e barrancos 12 livros, um deles, sobre o Parque Nacional do Itatiaia, com mais fotos do que texto. E espera agora nesta página livre usar a fotografia regularmente como principal instrumento que sempre manteve seus olhos abertos para os detalhes da natureza, antes mesmo que os assuntos ambientais passassem de uma vez por todas à frente de todas as outras notícias na lista de suas prioridades jornalísticas.
Está neste momento fotografando o presente e pesquisando o passado do Parque Nacional do Iguaçu, para um livro sobre a história de como as cataratas salvaram a última floresta nativa do Oeste paranaense. Manterá, aqui, uma espécie de diário desta experiência – entre outros motivos, para aproveitar ao máximo no resultado final a memória e a experiência alheia, que vierem em forma de críticas, cobranças ou comentários.




