"Estimativas de Oferta de Recursos Hídricos no Brasil em Cenários Futuros de Clima 2015-2100" não é, como se vê, um título para dar manchete. Mas anuncia mudanças na oferta de água que farão o Brasil mais cedo ou mais tarde encarar um futuro com menos hidrelétricas.
Todo biólogo, sobretudo se estive metido em pesquisasde campo, deveria aprender com o entomólogo Bernd Heinrich como se faz um livro universal sobre o que acomtece no quintal de sua casa. O mundo precisa muito de descobrir as coisas que só eles sabem./
O jornalismo ambiental está reaprendendo agora, às vezes por ensaio e erro, aquilo que há 80 anos já estava em emissoras de rádio e jornais brasileiros, mostra um livro importante e didático dos professores José Luiz de Andrade Franco e José Augusto Drummond.
Num país que desde cedo se acostumou a culpar as árvores por tudo, de ataques de índios a surtos de febres tropicais, a história da Eletronorte sobre o galho que cortou o fornecimento de eletricidade em dez estados foi a maior alegoria desse carnnaval.
O Show Rural Coopavel 2010 mostra, com suas máquinas portentosas, sua organização impecável, suas sementes de laboratório e sua força econômica, que há menos coisas entre a cidade e o campo do que faz crer nossa vã nostalgia da agricultura bucólica.
Andar no mato a passeio não é tão natural assim para uma espécie que - metaforicamente - desceu das árvores na noite dos tempos. É uma invenção do século XIX, que ficamos devendo a um francês manco chamado Claude François Denecourt.
A pior praga de Angra dos Reis não é a que cai do céu. É a chuva de licenças ambientais vindas de gabinetes onde se sabe que a Costa Verde não agüenta o tipo de ocupação a que foi condenada, mas só trata dos fatos consumados quando os morros desabam.
Mil desculpas. Mas uma exposição de fotografias da mata atlântica num museu de Viena explica, mesmo se não justifica, o sumiço deste aprendiz de bloqueiro em dezembro. É que isso também ele estava tentando fazer pela primeira vez. E se atrapalhou todo.
Não há melhor escola de macrofotografia do que um animal minúsculo, vistoso, capaz de encher um fotograma com gestos que fariam a alegria de qualquer retratista. Como foi o caso de meu primeiro encontro com o Brachycephallus eppiphium em Itatiaia.
As luzes da decoração de Natal pareciam mais acesas do que nunca nas cidades européias, enquanto se discutia em Copenhague como poupar energia diante do aquecimento global. Nesse ponto, pelo menos, todo mundo se entende.
quarta-feira, março 10, 2010
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