Um livro recém lançado no Peru mostra, com uma profusão de dados históricos, números oficiais e previsões para o futuro, como investimentos brasileiros no país vizinho ameaça a Amazônia peruana, inclusive terras indígenas e unidades de conservação. Vamos agora exportar desmatamento.
Vai mal uma campanha presidencial que começa com políticos em fim de mandato alterando o Código Florestal, leiloando a hidrelétrica de Belo Monte e autorizando o aproveitamento energético de unidades de conservação. Promete um futuro igualzinho ao tempo em que o escritor Monteiro Lobato viveu.
Com o Rio encurralado pela chuva e a Casa do Pontal quase perdendo seu acervo de arte popular para córregos e canais que todo mundo suja e ninguém limpa, saber que o Jardim Botânico está fazendo um Museo do Meio Ambiente é um verdadeiro brinde à teimosia humana.
Uma armadilha fotográfica acaba de flagrar, para os estudos de fauna do Cenap, uma onça parda atacando uma capivara no terreno da Replan, a maior refinaria do Brasil. Resta saber se a Petrobras quer prospectar esse achado em seus programas ambientais.
"Estimativas de Oferta de Recursos Hídricos no Brasil em Cenários Futuros de Clima 2015-2100" não é, como se vê, um título para dar manchete. Mas anuncia mudanças na oferta de água que farão o Brasil mais cedo ou mais tarde encarar um futuro com menos hidrelétricas.
Todo biólogo, sobretudo se estive metido em pesquisasde campo, deveria aprender com o entomólogo Bernd Heinrich como se faz um livro universal sobre o que acomtece no quintal de sua casa. O mundo precisa muito de descobrir as coisas que só eles sabem./
O jornalismo ambiental está reaprendendo agora, às vezes por ensaio e erro, aquilo que há 80 anos já estava em emissoras de rádio e jornais brasileiros, mostra um livro importante e didático dos professores José Luiz de Andrade Franco e José Augusto Drummond.
Num país que desde cedo se acostumou a culpar as árvores por tudo, de ataques de índios a surtos de febres tropicais, a história da Eletronorte sobre o galho que cortou o fornecimento de eletricidade em dez estados foi a maior alegoria desse carnnaval.
O Show Rural Coopavel 2010 mostra, com suas máquinas portentosas, sua organização impecável, suas sementes de laboratório e sua força econômica, que há menos coisas entre a cidade e o campo do que faz crer nossa vã nostalgia da agricultura bucólica.
Andar no mato a passeio não é tão natural assim para uma espécie que - metaforicamente - desceu das árvores na noite dos tempos. É uma invenção do século XIX, que ficamos devendo a um francês manco chamado Claude François Denecourt.
sexta-feira, abril 23, 2010
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