De quatro em quatros anos, o réveillon se confunde no Brasil com a posse de novos governos. Por isso mesmo, está mais do que na hora de festejar o fato de que nem tudo neste planeta se resolve lá em cima. Muita coisa pode acontecer cá embaixo, enquanto os políticos se divertem, fazendo o possível para o mundo continuar o mesmo.
Durou 55 dias a vida de Manu, o filhote de veado mateiro que foi achado em outubro no parque nacional do Iguaçu, ferido e desgarrado da mãe. Dias atrás, foi atacada por uma jaguatirica. Morreu no mato, o lugar certo.
Em "Jaguar", o biólogo Evaristo Eduardo de Miranda e a jornalista Liana John conseguem nos dar saudades antecipadas desse bicho que continua por aí, mas deixou de ser há muito tempo "O Rei das Américas" do subtítulo, que o belo livro prudentemente reservou às páginas internas.
Tem a marca da ONG Koinonia, um movimento cristão fundado nos Estados Unidos há 20 anos, a idéia do museu que preservaria a memória dos moradores que ocupam indevidadamente o Jardim Botânico no Rio de Janeiro. Onde a fórmula vingou, plantou-se a semente da titulação fundiária de quilombos, cuja expansão a Koinonia patrocina.
Agora que estão sainde em série sentenças contra os invasores, está sob bombardeio político a batalha na Justiça que abriu caminho para a restauração do arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro seus limites originais. Lá dentro há mais de 500 moradias irregulares. E o Serviço do Patrimômnio da União não quer as terras de volta.
O Brasil foi mostrar em Madri que mais do que nunca é o Novo Mundo. E encontrou a velha capital européia renovada pelo esforço que faz a Espanha para se ajustar a um futuro próximo de incertezas climáticas.
quarta-feira, dezembro 29, 2010
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