Correm em raias paralelas em Brasília reuniões com a Unesco para garantir, entre os assuntos, o títuto de Patrimônio Nacional da Hiumanidade para o Parque do Iguaçu e um novo projeto para cortá-lo com uma nova versão da velha Estrada do Colono.
Nada mais desnortente do que estar num parque nacional, onde as notícias e até os boatos sobre aparições de onças corre pelas picadas como sinos do advento, e saber que bem aqui ao lado havia uma operação comercial para liquidá-las pela caça clandestina.
Por que custam tanto a sair em português os livros em que os naturalistas conseguem tornar claras e irresistíveis em outras línguas as obrigações que todos nós - inclusive as motosserras - com a conservação da natureza?
O país fica devendo um favor às pessoas que enfeitaram o debate sobre o código florestal com citações da velha fábula de La Fontaine sobre a cigarra e a formiga. Ela é há séculos um verdadeiro clássico da ignorância humana sobre a natureza.
A queda das folhas nas árvores mais altas abriu alas na floresta para o desfile dos bandos de macacos-pregos, com saltos espetaculares e arrastões irresistíveis, em que parecem dispostos a comer tudo o que encontram.
Em vez de acalentar velhos mitos, a professora Adriana Tavares preferiu ir procurar na vida real a história da cidade onde nasceu, na década de 1970, dentro do parque nacional do Iguaçu. E encontrou um tesouro enterrado em velhos baús.
As prefeituras que achavam a Estrada do Colono indispensável ao escoamento de suas safras agrícolas agora querem explorá-la como roteiro "ecológico", mas nunca levantaram um dedo contra a pirataria no parque.
sexta-feira, julho 30, 2010
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