Nem só de queixas vive a natureza
sex, jun 25, 2010
O texto da mensagem era tão insólito que o nome dos remetentes ficou para depois. Não é toda hora que brota em sua tela, sem mais nem menos, um e-mail só para dizer que, numa “tarde esplêndida do outono”, os resedás estavam florindo em Santo Antônio do Pinhal. Só isso, e três fotografias para não deixar dúvidas.
O cabeçalho esclarecia tudo. O e-mail vinha de Miriam Leite e Dioclésio José do Nascimento. E só quem os conhece pode fazer ideia de quanto essas flores lhes custaram. Dois anos atrás, o casal vivia no Parque Nacional do Itatiaia. Tinha alugado lá dentro as ruínas de um hotel falido num terreno decrépito. Levou mais de uma década para reconciliar a casa e o jardim com a mata que os donos, como é de praxe, tinham levado décadas para enxotar da propriedade.
Nas horas vagas, quando não estavam consertando tudo a mão, ela pintava e fotografava, ele tecia tapetes artesanais num tear de madeira. Os dois vendiam seus produtos numa loja na sala de casa. Era uma dessas lojas onde se podia entrar, provar o chá de capim limão colhido no canteiro junto da varanda, comer o pão caseiro ainda quente do forno e sair de mãos abanando, com a noite caindo, sem a menor idéia do que horas antes pretendia comprar.
Ou seja, não se tratava propriamente um estabelecimento comercial. Mas loja era. E estava num parque. Quando souberam que, sob nova administração, Itatiaia não queria mais conviver com eles, Miriam e Doclésio fizeram o que já tinham feito outras vezes – botaram tudo no carro e foram em busca de outro canto de serra para embelezar.
Tinham tradição no ramo. O lugar por onde eles passaram em Valença no começo dos anos 90 é hoje uma reserva particular de mata sadia numa vinhança de morros esquálidos. Em Santo Antônio do Pinhal, estão desde 2008 devolvendo à floresta e aos bichos os 14 hectares que compraram em prestações a perder de vista, depois que o aproveitamento convencional os exauriu e desvalorizou. A dupla até preferiu a vizinhança da agricultura e da pecuária decadentes porque, no solo abandonado, alguma coisa da vegetação original ia naturalmente ocupando os vazios.
Eles arrancaram o capim napier, a braquiária e os mourões de cerca espetados na capineira. Eram tantas estacas que encheram dois caminhões de lenha para olarias. Outros dois caminhões destinaram à reciclagem os restos de arame, lata e vidro que a dura faina da ganância agrícola havia semeado. Desmancharam um viveiro grande que, pelo porte, parecia uma velha penitenciária de aves exóticas. Limparam os córregos que, livres do assoreamento, reencontraram o caminho das pedras.
Sobretudo, plantaram mudas, as maiores que conseguiam comprar nos hortos da Mantiqueira. Elas foram postas, uma a uma, em berços amplos e macios, forrados de compostagem, para acelerar seu crescimento. Eram de preferência árvores frutíferas típicas dos trópicos – como araçá, goiaba, ingá e abio. Os pássaros da região parecem reconhecê-las, pois se aboletam em seus ramos assim que as vêem de pé. E o terreno já recebeu visitas de caititu, jaguatirica e veado-mateiro.
Eles gastam nisso quase tudo o que ganham. Mas nem por isso deixaram de montar, com madeira reaproveitada de postes, uma loja coberta de sapê, ao lado de um shopping na cidade. Miriam, que em Itatiaia fazia jóias de papel-machê, em Santo Antônio do Pinhal se converteu à ourivesaria. Dioclesio descobriu o mercado de silhuetas adesivas em forma de gavião, para remediar a mortandade dos pássaros contra vidraças nas casas de campo. As vendas vão pagando o reflorestamento. E as sobras dão para viver.
Mas o que chamava mesmo a atenção no e-mail é o fato de terem feito tudo isso enquanto o país discutia se dá para sobreviver à sombra do Código Florestal ou se o Parque Nacional do Itatiaia pode ou não resolver legalmente e lealmente seus problemas fundiários. Por sorte, ainda há brasileiros dispostos a mudar de assunto.
Tags: Código Florestal, Conservação, Mantiqueira






junho 25th, 2010 at 15:39
Há muito tempo não lia uma coisa tão interessante e deliciosa sobre meio ambiente. Obrigada!
junho 25th, 2010 at 15:48
Obrigado por que, Cláudia? Essa é uma história ou notícia que literalmente me caiu dos céus, no meio de um expediente de trabalho, quando eu estava por outros motivos de olho na tela do computador. Ou seja, o mérito é todo da Miriam e do Dioclésio. Tudo que fiz foi passar o assunto adiante.
Um abraço e (isto sim) obrigado pelo comentário,
Marcos
junho 25th, 2010 at 18:11
Mudando de assunto pra passar adiante!
Tem mais brasileiros no meio de pinus e pastos mudando de assunto. Aqui em Alfredo Wagner, na Serra da Boa Vista tem um divisor de águas fabuloso! Tão que recebemos visitas que nos disseram que só no Planalto Central tem coisa parecida. Dos divisores de água de nossa cidade partem os rios Canoas, Tubarão, Cubatão, Tijucas e está todo na Bacia do Itajaí.
É isso, e ganhou o título de Capital Catarinense das Nascentes, e tem gente que ainda nem sabe porque, apesar de manter um site http://www.capitaldasnascentes.org.br pra manter tudo vivo. Acontece que o povo aqui é 70% agricultor, com “penitenciária de aves exóticas e tudo!
No meio disso tudo temos nossa Reserva, desde 2001. Vimos muita coisa em comum na história do casal e da nossa, aliás comum a muitos que, como nós, cismam em plantar mudas, ver passarinhos livres e sadios, reconstruir casas com restos de galpões e mourões e ainda, de quebra, bater umas fotinhos pra alegrar a meninada.
Obrigado, sim, por ter a sensibilidade de ver as flores e publicar o texto, porque sem eles jamais conheceriamos o casal.
Abração
Renato e Gabriela
junho 25th, 2010 at 22:25
Marcos,
Estive no Ateliê Vivart muitas vezes. Não era um lugar totalmente livre, havia correntes na varanda e na lateral da casa para evitar com razão trânsito livre dos visitantes na loja. Era necessário usar veneno para matar formigas e armadilhas para ratos, o que mostra a dificuldade de morar num lugar como esses. Não serviam chá algum, acho que isso era um privilégio para visitantes ilustes. Pareceu um casal amistoso, mas muito fechado. O sonho do casal era comprar a casa, mas o chefe do parque num arroubo de tirano começou a arrancar as placas dos ateliês e dos hotéis e perseguir a todos de forma ilegal, algo que ambientalista algum deveria aceitar. Essa perseguição foi feita sem legalidade alguma. Se não fosse isso, o casal teria comprado a casa, como foi o plano acordado com a antiga dona, mas por causa das injustiças com aquele pequeno bairro e a diminuição do fluxo de pessoas dos hotéis e com os danos morais e materiais impostos, o casal acabou desistindo de tudo e a contragosto seguir adiante em outros lugares. Espero que estejam felizes, mas os demais moradores que não estavam ali de passagem em casas alugadas e que lá estão numa sucessão há mais de 100 anos, essa sorte não tiveram. O que eles têm que fazer é lutar contra as injustiças governamentais praticamente sozinhos e contra toda sorte de injustiças e preconceitos. E nessa hora ambientalistas que não tem nenhuma Amazônia para cuidar, ou mesmo a Serra de Cima ou a parte alta do mesmo Parque Nacional de Itatiaia, resolveram eleger o Núcleo e seu bairro urbano como a bandeira de proteção ambiental,quando na verdade não passa de um conjunto enorme de erros.
Atenciosamente
Neide
junho 26th, 2010 at 8:58
Gostaria de receber o endereco do Dioclesio,pois me interessei pelos gavioes e gostaria de ir ate la.
Um abraco e parabens pela materia leve e e cheia de cores que vc escreveu.
junho 26th, 2010 at 13:46
Linda história!
pessoas como estas reforçam nossa esperança!
abçs.
Diacuy
junho 26th, 2010 at 21:52
Sinceramente deu vontade de largar tudo e fazer a mesma coisa que estes dois.
Concordo com o comentário da Claudia e fasso minha as palavras do Marcos.
Não só a materia deste casal maravilhoso me enxeu os olhos de lagrimas, como também adorei descobrir (((O)))ECO.
Surgiu no meio do meu twitter como um passaro que pousa em uma arvore permitindo-se ser apreciado
junho 26th, 2010 at 23:34
Muito bem Cláudia! Comentou o que me veio à cabeça ao terminar de ler o artigo!
Márcio, explêndido! É sempre bom ler um artigo com uma narrativa estimulante, mostrando o quão bonita pode ser a vida daqueles que se propôe a uma atuação regeneradora, independente de onde estejam. Atentarmos à beleza desse tipo de vivência é fundamental. Parabéns pelo tema e pela proposta!
junho 26th, 2010 at 23:37
Desculpe, é Marcos! Falha nossa! Já é passado das 23:30 e o sono me tomou! Perdão
junho 27th, 2010 at 11:58
Sou irmã do Dioclésio, moro em Florianópolis- SC, eles realmente são incansáveis, um exemplo a ser seguido.Amo e admiro os dois cada dia mais, realmente moram em um paraíso, onde a natureza se funde com o amor deles… verdadeiro e profundo. Parabéns pela matéria !
junho 27th, 2010 at 18:27
Poxa, não será possível me enviar o contato deles com o fim de conhecê-los? Meu objetivo de vida é esse, comprar alguns alqueires de terra, construir uma casa pequena, até 60/80 m2, e preservar todo o resto, inclusive reflorestando, plantando espécies nativas, fazendo do local um porto seguro para a fauna e flora. De qualquer forma, o tipo de postura que esse casal demonstra me dá um alento absurdo. Obrigado por dividir conosco ,Marcos.
junho 27th, 2010 at 23:52
Maravilha saber disto.
Os adesivos de silhueta de gavião podem ser comprados aonde?
Na propriedade de meu irmão , que também refloresta, limpa riachos e recupera tudo acontece o mesmo. Os passarinhos batem nos vidros sem perceberem que estão vendo reflexos.
Um abraço,
Rosina.
junho 28th, 2010 at 9:41
Puxa eles são um belíssimo exemplo de superação, porque souberam e tiveram forças para recomeçar do ZERO!!!!
Pessoas como eles deveriam ter mais apoio dos orgãos públicos e não serem desalojados como foi o caso de Itatiaia!
Você luta por, preserva, refloresta com árvores nativas, recupera fauna e flora e vem o governo e diz – ótimo, vamos desapropriá-lo!!!
Aí você passa a viver esta incerteza, quando, como, onde e começa um luto – como se um ente querido estivesse em coma… você terá que dizer adeus às arvores que plantou, aos horizontes que escolheu para viver, porque o governo acha que pode cuidar melhor dos seus hectares e de tantos outros com apenas dois funcionários, como o caso da parte alto do Itatiaia!!! Você que sempre foi e poderia ser por muito anos um guardião da floresta, agora é expulso como se fosse um bandido, um vilão da natureza que você mesmo tanto ajudou a criar!
junho 28th, 2010 at 11:45
Muito bom artigo Marcos,
Moro em um condominio em Indaiatuba e estou plantando um montão de arvores nas areas comuns e tambem regando pois estamos em estiagem
Gostaria de adquirir os adesivos de gavioes.
Favor informar.
Muito Obrigado
junho 28th, 2010 at 12:20
Nanci,
Eles não foram desaporopriados. Não eram donos de nada em Itatiaia. Alugavam uma casa. E tratavam dela como se a casa e o parque fosse deles. Não se pode dizer sequer que foram expulsos de lá. Nem que discordassem frontalmente da regularização fundiária. Estão aqui como exemplo que não há pretextos que justifiquem tratar a terra, qualquer terra, publica ou privada, própria ou alheia, a pontapés.
Abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:22
Acho que não tem o menor problema. Mas vou consultá-los antes, embora esteja quase certo de que deve ser fácil encontrá-los na internet.
Um abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:23
Parabéns digo eu, Deise, pelo irmão e pela cunhada.
Um abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:24
Perdão por que, Cássio? Não entendi.
Um abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:25
O Eco inteiro, penhorado, agradece. Ele nunca foi tão efusivamente recepcionado no twitter de alguém. Volte sempre, A casa é sua.
Um abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:34
Caro Elio,
Pedirei ao Diioclésio para entrar o mais depressa possível com contato com você. Certamente, ele fará isso com o maior prazer, por estarem vocês dois metidos com a mesma causa.
Abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:36
Nossa, Rosina, pelo visto, sem querer virei intermediário de adesivos de gavião. Tarefa que, aliás, aceito com a maior boa vontade.
Abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 12:48
Desculpe aproveitei o gancho de quem milita pela preservação para falar do caso daqueles que serão sim “desapropriados” pela questão fundiária em PARNAS como é o meu caso e de tantas outras pessoas que vivem esta condição. A deles era transitória, mas existem outros como bem lembrado pela Neide, que viram um pesadelo na vida cotidiana das pessoas que vivem e preservam a floresta. Como você acredito e milito para que todos respeitem o chão que trilham e habitam, principalmente o seu próprio e seu entorno e este direito deveria ser sagrado a todo ser vivente, principalmente o ser humano.
junho 28th, 2010 at 13:25
À vontade, Nanci. Não pretendi contrapor o caso deles ao dos proprietários. Quis mostrar, através do caso de Miriam e Dioclésio, como a política está ficando especialista em paralisar coisas que neste países, sozinhas, andam.
Abraço,
Marcos
junho 28th, 2010 at 18:13
Marcos, ainda complementando o meu post acima, também me interesso pela compra dos adesivos, ainda mais sabendo que esse dinheiro será de grande valia para esse projeto que me enche de “inveja boa”!!!
Obrigado
junho 28th, 2010 at 19:01
Renato,
Talvez você goste de saber que Dioclésio nasceu e se criou até os 16 anos de idade na serra catarinense.
Um abraço,
Marcos
junho 29th, 2010 at 9:00
Este casal tambem tem o habito de “cultivar” pessoas , emprestando seus bons livros , ensinam a fazer o pao etc …
E os “cultivados” ja florecem discretos , frutificam , e as sementes inicio de um belo e diferente rio .
julho 2nd, 2010 at 22:49
Amei o texto!!!! Tive a oportunidade de trabalhar, conviver com esse casal maravilhoso, e sei do que eles são capazes. Os conheci em uma época muito difícil, adolescência, conflitos…. a alma as vezes parecia um deserto. Eles fizeram frutificar também em mim, muitas coisas como: arte, respeito a si prórpio, curiosidade, respiração, Yoga… e muito mais!!TRago a mim, esse frutos e arvoes até hoje. Osa chamos de Seres de Luz não é atoa – Tribo arco-íris!!!Se eles recuperam almas em “desertificação” imaginem terrenos. GRATIDÃO.
Namaste
Nirvana
julho 4th, 2010 at 22:01
Conheci o casal em passagem por Sto Antonio do Pinhal. Foi um grande prazer a visita ao atelier e fez parte do turismo. Fiquei encantada porque além de sua simpatia e leveza são talentosíssimos. As pinturas e fotografias da Miriam são tocantes, sua sensibilidade a fez nomear seu quadro que retrata um menino “a doce vida”, que até hoje está em minha memória e me encanta!
agosto 6th, 2010 at 9:06
Salve amigos do “MEIO”!
Ao viajar na narração feita sobre o “caso” Miriam e Dioclésio, minha imaginação foi interrompida por uma voz no corredor que dizia: Deus ajuda quem cedo madruga! Acredito que esta frase tenha forte ligação com a ação, força de vontade e dedicação deste casal. Invés de falar, acordaram cedo e partiram em ação. Com toda certeza, Deus, o Senhor de toda Criação, olha com zelo por aqueles que cuidam desta Terra. Dela provém a fonte para vida!
Acredito que a grande “virada ambiental”, acontecerá quando houver um “reflorestamento-restauração” nas idéias e valores humanos… fazendo com que, de fato, possamos despertar deste perigoso sono e partimos, em massa, às ações. Assim como fizeram nossos amigos Miriam e Dioclésio.
Parabéns pela iniciativa, pelo exemplo.
Parabéns pela matéria
Paz e Bem
agosto 21st, 2010 at 11:20
Miriam e Dio!!! Tomei muito chá com eles em Itatiaia, onde – na época – eu também alugava uma casinha! Sorte tê-los por perto novamente, já que eles ficam na rota do meu novo destino: Gonçalves!
É realmente um exemplo! E parabéns pela maneira como nos contos mais este “causo”.
abs,
Sandra Schkolnick
outubro 13th, 2010 at 17:55
Marcos, convivi com o casal durante muito tempo. Fui morador do parque com meu pai Wellington, que era educador ambiental do parque (aliás, ainda é). Perdi o contato com eles, pois vim trabalhar em Porto Velho e quando voltei, eles já tinham mudado. Seria possível o contato deles para que possamos nos comunicar novamente? Honestamente, eles são um modelos involuntários de seres HUMANOS, que não só idealizam, mas realizam. Grande matéria, e posso afirmar total veracidade nas informações.
abraço!
outubro 14th, 2010 at 9:53
Denis,
Concheci bem o Wellington, nos meus bons tempos de Itatiaia. E, claro, posso lhe arranjar o contato com eles, que continuam com a casa escancarada para os amigos.
Abraço,
Marcos
novembro 2nd, 2010 at 20:19
Caro Marcos e demais leitores,
O Dio e a Miriam escolheram desde cedo, ainda adolescentes, cultivarem este bem-querer com a natureza e a arregaçaram as mangas para fazer as coisas acontecerem, principalmente por sonharem com um mundo melhor! Eu sou testemunha fiel do desenvolvimento desta idéia a mais de 20 anos, quando ainda havia apenas uma idéia de conservação e não a publicidade que existe atualmente neste assunto. Para eles não importou apenas a preservação das coisas naturais, mas a realização do sonho possível de tornar o mundo mais humano. Não estão apenas nas suas realizações concretas da enxada, do ancinho e da sementes a realização de suas idéias, mas muito mais em suas idéias, em suas leituras, em suas conversas e nas rodas de fogo que sempre rejuvenesceram e deram energia para os amigos do casal. É evidente que o aspecto comercial de sua sobrevivência não permitia a intimidade de todas as pessoas que os procuravam, contudo sempre fui um olheiro das centenas de pessoas que tiveram acesso a um lugar para um chá, para um descanso do estresse da vida corrida da cidade e de um papo camarada, regado à arte, á mandalas e carinhos.
Portanto, segue meu testemunho de um prazer imenso de ter aprendido com este casal muita coisa boa sobre a arte de sonhar e o sonho de ralizar um mundo melhor. Talvez o que eles tenham de melhor para nos mostrar é a possibilidade de revermos os nossos conceitos. Eles lutaram pela vida, como qualquer brasileiro em condições de esforço. Nem sempre foram compreendidos, contudo não desistiram de fazer as coisas acontecerem e se hoje podem ter um espaço de referência, certamente merecem porque eles fizeram isto por esforço e não por conveniência pessoal.
Sucesso para eles, beijos para todos.
Namastê
Edson – Curitiba
novembro 9th, 2010 at 11:52
Edson,
Concordo em gênero, número e grau de amizade com a dupla. O casal tem tantos amigos que a lista de comentários que vai se desnovelando por baixo da história que contei sobre a casa delesnhá duas estações não para de crescer e dar frutos. Ou seja, até em versão eletrônico u que ekes plantam sempre acaba vingando.
Grande abraço,
Marcos
novembro 29th, 2010 at 12:58
Denis,
Vivemos muitos bons momentos naquela época. Fazer nada na casa do Dio e da Mirian era uma delícia. Muitas saudades, estou agora em Brasília. Espero vê-lo novamente. Abraços.