Wanderlei Vargas, guia de ecoturismo em Iguaçu, prova que não é preciso muita coisa para que um descente da colonização do Oeste paranaense passe do desmatamento à conservação da floresta. No seu caso, bastou gostar de mato e ser vizinho de um parque nacional.
Andar no mato a passeio não é tão natural assim para uma espécie que - metaforicamente - desceu das árvores na noite dos tempos. É uma invenção do século XIX, que ficamos devendo a um francês manco chamado Claude François Denecourt.
O longo caminho de uma estrada problemática, até se transformar na peça-chave de um roteiro turístico que leva turistas a conhecer as cataratas do Iguaçu da melhor maneira, que é a clássica: passeando por nove quilômetros à sombra da floresta tropical que enfeita o percurso.
De como um repórter se perde na trilha das cataratas, depois de prometer que a volta do sol ao parque do Iguaçu, estava na hora de sair à caça de borboletas, com a máquina fotográfica em punho e olho fixo nas nuvens de asas coloridas que também se animam com o calor.
Nada como entrar no Parque Nacional do Iguaçu na hora em que o movimento turísitico do dia acabou e ver os animais saindo da mata para ocupar as bordas da estrada para entender quem é, de fato, o dono da casa numa unidade de conservação muito visitada.
A pior praga de Angra dos Reis não é a que cai do céu. É a chuva de licenças ambientais vindas de gabinetes onde se sabe que a Costa Verde não agüenta o tipo de ocupação a que foi condenada, mas só trata dos fatos consumados quando os morros desabam.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
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