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	<title>Comentários sobre: Um salto de oito mil anos para trás</title>
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	<description>Colunismo a Quilo</description>
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		<title>Por: Marcos Sá Corrêa</title>
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		<dc:creator>Marcos Sá Corrêa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 22:15:37 +0000</pubDate>
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		<description>Dois Settis num dia? Isso na minha conta dá mil vezes mais que Cattorze? Esse negócio de blog é melhor do que eu pensava.</description>
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		<title>Por: Ricardo A. Setti</title>
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		<dc:creator>Ricardo A. Setti</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 22:01:02 +0000</pubDate>
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		<description>Coitado desse deputado, meu caro Marcos. Fica apontando culpas européias de 8 mil anos atrás, quando deveria ver o que os europeus fazem hoje.

Exemplos não faltam. Fiquemos em dois.

Primeiro: 

Semana passada, os jornais da Espanha, onde estou morando por uns tempos, noticiaram algo que passou despercebido fora do país -- e mesmo aqui: por uma conjunção de fatores, entre os quais um período longo de ventos fortes, a Espanha, nação industrializada de 46 milhões de habitantes, pela primeira vez na sua história manteve durante vários dias consecutivos uma produção de energia elétrica com base em fontes renováveis equivalente a mais de 50% do total. Não custa lembrar que a matriz energética da Espanha já inclui nada menos do que 16% de energia eólica, ou seja, dos ventos. 

Segundo:

O flagelo absoluto que assola o Brasil na forma dos sacos plásticos -- a produção anual é de incontáveis bilhões de unidades de material que se degrada somente após quatro a cinco séculos -- está cada vez mais distante por aqui. 

Na França, grande parte das lojas e até dos postos de gasolina somente utiliza sacos plásticos produzidos com compostos vegetais e degradáveis pela luz solar. Na Espanha, grandes redes de supermercados cobram pelos sacos plásticos, para induzir o uso de sacolas de utilização permanente, descontam o valor dos sacos plásticos quando cliente traz de casa a sua sacola e vendem, para quem quiser, a preço mínimo, sacos plásticos degradáveis, produzidos a partir da fécula de batata. O governo deu um passo adiante e, a partir de 2010, os sacos plásticos convencionais, provenientes do petróleo, estarão PROIBIDOS. 

Se for listar outros exemplos de avanço ambiental e humano por estas paragens, tomo conta do seu blog, caríssimo Marcos, e vou chatear o leitor. Então fico por aqui. 

Abraços.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Coitado desse deputado, meu caro Marcos. Fica apontando culpas européias de 8 mil anos atrás, quando deveria ver o que os europeus fazem hoje.</p>
<p>Exemplos não faltam. Fiquemos em dois.</p>
<p>Primeiro: </p>
<p>Semana passada, os jornais da Espanha, onde estou morando por uns tempos, noticiaram algo que passou despercebido fora do país &#8212; e mesmo aqui: por uma conjunção de fatores, entre os quais um período longo de ventos fortes, a Espanha, nação industrializada de 46 milhões de habitantes, pela primeira vez na sua história manteve durante vários dias consecutivos uma produção de energia elétrica com base em fontes renováveis equivalente a mais de 50% do total. Não custa lembrar que a matriz energética da Espanha já inclui nada menos do que 16% de energia eólica, ou seja, dos ventos. </p>
<p>Segundo:</p>
<p>O flagelo absoluto que assola o Brasil na forma dos sacos plásticos &#8212; a produção anual é de incontáveis bilhões de unidades de material que se degrada somente após quatro a cinco séculos &#8212; está cada vez mais distante por aqui. </p>
<p>Na França, grande parte das lojas e até dos postos de gasolina somente utiliza sacos plásticos produzidos com compostos vegetais e degradáveis pela luz solar. Na Espanha, grandes redes de supermercados cobram pelos sacos plásticos, para induzir o uso de sacolas de utilização permanente, descontam o valor dos sacos plásticos quando cliente traz de casa a sua sacola e vendem, para quem quiser, a preço mínimo, sacos plásticos degradáveis, produzidos a partir da fécula de batata. O governo deu um passo adiante e, a partir de 2010, os sacos plásticos convencionais, provenientes do petróleo, estarão PROIBIDOS. </p>
<p>Se for listar outros exemplos de avanço ambiental e humano por estas paragens, tomo conta do seu blog, caríssimo Marcos, e vou chatear o leitor. Então fico por aqui. </p>
<p>Abraços.</p>
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